27/04/2017

Mato Grosso no Mundial de Fossa Olímpica

O atleta Tony Motran vai integrar a Equipe Brasileira de Fossa Olímpica no Mundial em Chipre

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O Estado de Mato Grosso continua em evidência nacional quando o assunto é tiro olímpico esportivo. Agora, o destaque é mundial. O atleta Antoine Chafic Motran vai integrar a Equipe Brasileira de Fossa Olímpica para participar do Campeonato Mundial que será realizada, de 01 a 09 de maio, em Lanarca na ilha de Chipre, localizada na Ásia Ocidental.

O atleta foi oficialmente convocado pela Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), órgão máximo do tiro esportivo no país, filiado ao Comité Olímpico Brasileiro. A equipe brasileira é composta por 4 atletas brasileiros. “Me sinto honrado em representar o Brasil, país que tanto admiro, e principalmente poder levar a bandeira de Mato Grosso para o mundo”.

Destaque em 2016, Tony (como é conhecido) ficou em 6º lugar no ranking nacional de Fossa Olímpica, na Categoria A. Em 2017, já está na 8ª colocação entre cerca de 200 atletas do Brasil. Vale frisar, que estamos no meio do campeonato brasileiro ainda.

O ESPORTE

A Fossa olímpica é uma prova olímpica de tiro desportivo. O objetivo é disparar sobre um número específico de alvos, ou pratos, em forma de disco 10 cm de diâmetro, e feitos com base em betume e calcário. As disciplinas do tiro ao prato são a fossa olímpica (um prato lançado), fossa double (dois pratos lançados) e skeet (um ou dois pratos lançados de diferentes posições).

Em cada prova são lançados 125 pratos para os homens, em séries de 25 unidades. No final da fase classificatória, os seis atiradores com a maior soma de pratos quebrados disputam uma série final. A pontuação final é a soma do número de pratos quebrados da final com os pontos da fase classificatória. O prato é classificado como bom quando se quebra um pedaço visível para o juiz, caso o prato não se quebre é considerado prato perdido ou zero.

A pedana de fossa olímpica se divide em 5 posições, para cada posição se encontra 5 máquinas lançadoras de pratos a 15 metros de distância enterradas em uma fossa. As máquinas lançam os pratos variando em ângulo, de 45° para esquerda até 45° para direita, e em altura. O prato possui uma velocidade inicial de cerca de 120 metros por segundo, e é lançado imediatamente após um comando de voz do atirador, quando ele já está preparado com a arma empunhada no ombro. O atirador, ocupando um dos 5 postos, não possui conhecimento qual máquina irá lançar o prato. O atirador pode dar dois disparos por prato (com exceção da fase final, em que só é permitido um), sendo indiferente se quebrar no primeiro ou no segundo disparo. O atirador tem o tempo que necessitar para disparar o tiro após o lançamento do prato, contudo o alvo se afasta cada vez mais dificultando o acerto. Geralmente o primeiro disparo se dá em 7 décimos de segundo e o segundo entre 9 à 10 décimos, necessitando de um alto nível de reflexo dos praticantes.